Silêncio da noite
que me aperta a garganta:
é sístole da vida
num suspiro acrobata que
dá pirueta quando sai do peito
e volta pra me acertar feito verdade
enquanto vejo-o no espelho.
Pois sim, e meu silêncio?
O que faz (ou diz)?
confunde covardia e paz do que
eu calo só por um triz
ou faz coro ao frio
d'uns versos que dizem
que o impossível é
só pedra no caminho
para fatigar nossas retinas
para nos dobrar
e no fim do dia
transformar tanta sede
em poesia.
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26 de mai. de 2013
13 de fev. de 2013
Soneto de Confete.
(ou confete de soneto)
enrolada em serpentina
pintou de cinza a cara
pierrot de quinta
ou arlequina barata
bailarinou, a pequenina
fingindo alegria inata
e caiu torta na esquina
enquanto a banda passava
anoiteceu sozinha,
amanheceu rotina,
na boca o gosto de felicidade.
escorreu pela pia da cozinha
pintando a cara de cinzas
pr'uma vida que não é verdade.
pintou de cinza a cara
pierrot de quinta
ou arlequina barata
bailarinou, a pequenina
fingindo alegria inata
e caiu torta na esquina
enquanto a banda passava
anoiteceu sozinha,
amanheceu rotina,
na boca o gosto de felicidade.
escorreu pela pia da cozinha
pintando a cara de cinzas
pr'uma vida que não é verdade.
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